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TI eficiente ou TI eficaz. Qual a melhor?

Posted by: Marcelo Sales

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É indiscutível que a tecnologia da informação abriu, nos últimos anos, novas possibilidades estratégicas para uma vasta gama de organizações, sejam elas públicas ou privadas. Em decorrência disso, os investimentos em TI têm sido vultuosos com o objetivo de ganhar vantagem competitiva sustentável. Contudo, os ganhos reais obtidos com esses investimentos ainda são muito questionados.

Com o propósito de jogar luz sobre essa questão, uma ampla discussão sobre a eficiência e a eficácia das áreas de TI das empresas está em andamento. Alguns defendem que a TI deve ser extremamente eficiente. Outros, por outro lado, pregam a eficácia como sendo primordial. Ambas as linhas de argumentação parecem válidas e sólidas. Mas afinal, qual é a diferença entre eficiência e eficácia? Bem, a pergunta é pertinente e merece resposta.

Segundo conceitos classicamente utilizados no âmbito da administração de empresas, eficiência está relacionada com o bom uso dos recursos, ou seja, com “fazer as coisas da maneira correta”. Possui, portanto, grande foco interno – ou seja, voltado para a própria área de TI. Já eficácia refere-se a atingir resultados em linha com os objetivos traçados. Está, portanto, relacionada com “fazer as coisas certas”. Tem, nitidamente, foco em aspectos externos, que transpassam as fronteiras da área de TI.

A seguir um exemplo prático para ajudar a ilustrar a diferença: dois vendedores têm a meta de vender 100 unidades de um produto a cada mês. Eles utilizam seus respectivos veículos para visitar clientes. Num mês específico, ambos venderam as 100 unidades do produto. Logo, os dois foram eficazes (atingiram os objetivos – fizeram a coisa correta e esperada). Mas um dos vendedores utilizou 35% menos de combustível para realizar essas vendas. Ele foi, portanto, mais eficiente (utilizou menos recursos – fez o uso do combustível (recurso) da maneira correta).

Vale citar também alguns exemplos relacionados à área de TI. Novas metodologias de desenvolvimento de software, gestão de projetos, certificações como CMM e CMMi e ações para redução de custos e tempo de projetos constituem exemplos de iniciativas que buscam maior eficiência. Fornecer serviços de TI alinhados com a estratégia de negócio da empresa ou implantar sistemas que resolvam problemas específicos das áreas de negócio (melhorando seu resultado) são ações relacionas à eficácia.

Bem, mas afinal o que é melhor: uma TI eficiente ou eficaz? A resposta soará um tanto óbvia para muitos: ambos! Ou seja, a TI tem que ser simultaneamente eficiente e eficaz. Logo, ao mesmo tempo em que se busca maior eficiência operacional – como redução de custos e prazos, por exemplo – a TI deve estar completamente alinhada com a estratégia de negócios, produzindo resultados efetivos e, no limite, influenciando a cadeia de valor da organização. Complementarmente, a TI pode, ainda, tornar-se uma importante ferramenta para a inovação estratégica.

O problema é que atualmente a maioria do investimento em TI busca o aumento da eficiência. Mas, hoje, a TI não está limitada apenas a tecnologia. Possui também um forte viés de negócio. Portanto, somente os ganhos de eficiência não são suficientes. É preciso considerar a eficácia. Não investir em eficácia implica em não produzir resultados claros para o negócio. Daí vem a percepção de que os investimentos em TI são muito altos comparados aos ganhos alcançados.

Nesse cenário, os gastos só não serão contestados pela alta direção se a TI conseguir demonstrar seu valor agregado para o negócio. Para que isso ocorra, é necessário um perfeito alinhamento entre a estratégia do negócio e a estratégia de TI. A TI pode (e deve) influenciar o posicionamento competitivo das organizações. Mas para que isso ocorra, ela deve ser, além de eficiente, extremamente eficaz. Voltando ao exemplo dos vendedores ilustrado acima, não adianta gastar 50% a menos de combustível e vender somente metade dos itens planejados. O ideal seria economizar no combustível e vender além das 100 unidades estimadas. Esse sim é um cenário eficiente e eficaz.

 

marcelo_salesMarcelo Sales é diretor de consultoria e serviços gerenciados da Kaizen e possui mais de 15 anos de experiência no mercado de tecnologia da informação 
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Virtualização para ambiente SAP: a hora é esta

Posted by: Marcelo Sales

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Hoje é muito comum os departamentos de TI das empresas gerenciarem até dez ou mais sistemas SAP produtivos, cada um com seus próprios servidores e storages, com o objetivo de atender aos ambientes de produção, recuperação de desastres, backup, qualidade, treinamento, desenvolvimento e sandbox. No entanto, esses ambientes estão cada vez mais federados, ou seja, compostos de várias soluções SAP (ERP, CRM, SCM, BI, dentre outros), e têm requerimentos cada vez mais rígidos em termos de performance, continuidade de negócios, backup e recuperação de dados.

Assim, os departamentos de TI, em especial os times responsáveis pela administração dos ambientes SAP, enfrentam desafios diários para manter seu ambiente operacional e atender aos acordos de nível de serviços (SLAs) definidos. Produtos em fase final do ciclo de suporte, necessidade de implantação de novas funcionalidades ou mesmo upgrade para versões mais recentes são requisitos que tornam esse desafio ainda maior.

Nesse cenário, é crescente a busca por novas formas de solucionar problemas de desempenho e capacidade, além da redução do tempo de indisponibilidade dos ambientes ao mínimo possível. Em resumo, as organizações estão buscando formas mais adequadas, eficientes e econômicas de gerenciar seus ambientes SAP no decorrer de seu ciclo de vida – implantação, migrações, consolidações, upgrades e manutenções recorrentes. 

Nesse sentido, a virtualização permite responder a esses desafios, otimizando e flexibilizando o ambiente de TI por meio da quebra do paradigma "uma aplicação em um servidor". Mas virtualizar ambientes tão críticos para o negócio como o SAP, não é muito arriscado?

Vamos aos fatos:

• Tecnologias de virtualização, como as da VMware, por exemplo, existem há mais de uma década;
• Hoje várias empresas ao redor do mundo fazem uso da virtualização para suportar sistemas produtivos;
• A adoção da virtualização começou tímida, por sistemas periféricos (servidores de arquivo, por exemplo) e hoje é utilizada nos sistemas “core” de grandes organizações;
• A plataforma VMware é suportada, pela própria SAP, para uso em ambientes produtivos desde 2007;
• É comum encontrar ambientes virtualizados com índice de disponibilidade na ordem 99,99%.

Mas quais são os benefícios? Vários. O uso da virtualização permite reduzir custos de TI e traz agilidade para atender às necessidades de negócio. A consolidação típica (relação servidores físicos/servidores virtuais) encontra-se na casa de 5 por 1, atingindo 10 por 1 em casos específicos. A utilização média de CPU pode saltar de meros 15% no ambiente físico para ótimos 70% no ambiente virtualizado. Claramente obtêm-se melhor retorno sobre o investimento em infraestrutura. A economia alcançada chega a atingir 40%.

Características como balanceamento dinâmico de carga (sem interrupção e reinicialização dos aplicativos SAP) e a facilidade de aumentar a capacidade computacional sob demanda trazem uma flexibilidade sem precedentes para ambientes SAP. E o cenário melhora quando levamos em conta as facilidades de garantia da continuidade dos negócios e a fácil recuperação de desastres que a virtualização proporciona.

Projetos de implantação e upgrades de sistemas SAP também são beneficiados pelo provisionamento rápido e seguro de ambientes para desenvolvimento, testes/homologação e treinamento. Existem registros de empresas que puderam realizar 100% mais ciclos de testes e que ainda assim tiveram redução na ordem de 30% na duração de upgrades e 20% no tempo de desenvolvimento/implantação.

Ainda cético? Bem, muitas empresas já vêm obtendo vantagens competitivas virtualizando seus ambientes SAP produtivos. Produção? Não. Prefiro não dar esse passo nesse momento. Ainda assim é possível tirar proveito da maturidade, confiabilidade e redução de custos que a virtualização traz. Lembre-se que cada ambiente SAP produtivo é suportado por vários ambientes acessórios: sandbox, desenvolvimento, qualidade, treinamento, solution manager. Por que não virtualizá-los? Essa é uma boa forma de ganhar experiência com a tecnologia. Mas pode estar certo: não demorará muito e seu ambiente SAP (produtivo) rodará em uma plataforma virtualizada. E isso acontecerá mais rápido do que você imagina.

marcelo_salesMarcelo Sales é gerente da prática soluções SAP da Kaizen e possui mais de 15 anos de experiência no mercado de aplicações corporativas.


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