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Perspectivas em Tecnologia da Informação

Kaizen Entrevista: Nelson Ribeiro

Posted by: toliveira

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Esse mês divulgamos em nossa newsletter uma entrevista muito bacana, com o novo responsável pela área de desenvolvimento da Kaizen, Nelson Ribeiro. Recentemente, a Kaizen investiu na compra de ativos de conhecimento da Invit para ter uma fábrica de software especializada também em Sharepoint. Por isso, o “Kem Sabe, Sabe” entrevistou Nelson Ribeiro, profissional especialista no assunto que veio de Uberlândia para trazer mais conhecimento e novos negócios para a empresa.

Confira o bate-papo abaixo:

KSS: Nelson, porque Sharepoint?

NR: Grandes corporações – e posso citar como exemplo algumas gigantes como Vale e Grupo Votorantim -, têm optado pela utilização da plataforma Sharepoint como solução horizontal para portais corporativos, colaboração e gestão de conteúdo. A demanda crescente é explicada pela grande integração com o pacote de aplicativos Office e pelo baixo investimento, em função do grande volume de licenças já existentes nestas companhias. No caso da decisão da Kaizen, o objetivo é criar uma oferta que una a competência da empresa em engenharia de software de alta maturidade – CMMi – com a expertise da Invit em tratar inovação tecnológica, notadamente nesta plataforma.

KSS: Como se diferencia nesse mercado?

NR: O mercado possui várias ofertas de fábricas de software na plataforma Sharepoint. Por isso, para se diferenciar a melhor decisão é posicionar o Sharepoint como uma Plataforma de Aplicações, extrapolando sua aplicação tantas vezes limitada à solução de colaboração.

KSS: E como fazer isso?

NR: Em primeiro lugar, é preciso requalificar a denominação “Plataforma Sharepoint” para “Plataforma Microsoft”, onde o Sharepoint é um dos principais elementos. Resumidamente, essa plataforma suporta:
1. Integração de Aplicações Corporativas (EAI): integração, via dados e serviços, das aplicações corporativas;
2. Arquitetura Orientada a Serviços (SOA): catalogação e exposição de componentes que expressam as regras de negócio;
3. Gestão de Processos de Negócio (BPM): controle das atividades dos processos, com atribuição de tarefas e monitoramento do andamento dos workflows;
4. Inteligência de Negócio (BI/BAM): consolidação dos dados operacionais em visões analíticas que possibilitem gestão de desempenho;
5. Portais Corporativos (EP), Colaboração e Comunicação Unificada (UC): organização de todas as informações corporativas em um único ponto de acesso, com ferramentas que suportem a produção coletiva de conhecimento.

KSS: Como esse mercado deve se movimentar nos próximos anos?

NR: Há algum tempo o Sharepoint é considerado pelo Gartner como líder de mercado, desmistificando qualquer suspeita sobre sua continuidade ou evolução. Somando-se a isso, o lançamento do Sharepoint 2010 deve aquecer, ainda mais, a procura por soluções nessa plataforma. Ao se posicionar como um provedor de serviços de alta qualidade e com competência em construir soluções nesta plataforma, a Kaizen posa como um parceiro estratégico da Microsoft para atender a esta demanda. Com todo este cenário, acredito que nossa produção nesta tecnologia vai crescer muito, teremos acesso a novos clientes e construiremos grandes cases de sucesso.

KSS: Poderia nos contar um pouco da experiência da Invit com essa plataforma?

NR: A Invit é uma holding de negócios baseados em TI, com longo histórico de inovação tecnológica. Em nossos projetos verticais sempre aplicamos o estado da arte da tecnologia disponível. Assim, geramos soluções S+S que tiram todo o proveito da plataforma. Um dos exemplos é o Voccia, nova concepção em gestão jurídica, que suporta o encadeamento entre as atividades dos departamentos e escritórios terceirizados, estimulando a otimização do conhecimento destas organizações. Na construção do Voccia aplicamos os conceitos de BPM e SOA de forma a tornar transparente a execução distribuída do processo de negócio responsável por conduzir as causas jurídicas; em outra esfera, para estruturar o enorme volume de conhecimento nas peças jurídicas (petições, intimações, etc.), criamos o conceito de “argumentação” (pequenos tokens) e o implementamos utilizando mecanismos de EP como bibliotecas wiki, listas de discussão, fóruns, etc.

* Nelson Ribeiro é Gerente da área de Desenvolvimento de Software na Kaizen

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A capacidade humana de colaborar

Posted by: Guilherme Kanagusku

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Ao começar a escrever um artigo sobre gestão do conhecimento uma preocupação tornou-se latente: não utilizar jargões e buzzwords que predominam no vocabulário corporativo. Por isso, resolvi remeter meus raciocínios às minhas raízes. Preferi, também, evitar falar de crise, parafraseando Einstein, que diz que falar da crise é promovê-la, apesar de ser esse o contexto e não faltarem justificativas para citá-la.

O crescimento expressivo da utilização de ferramentas baseadas no conceito de Web 2.0 (e seus componentes como RSS´s, Blogs, Redes Sociais, PodCasts...), Enterprise 2.0, Colaboração Corporativa e Inteligência Competitiva têm sido gancho para a implementação de técnicas,e tecnologias, que estimulam essa iniciativa, que há muito tempo existe em nossas vidas sem gravata.

Lembro que minha família tinha como hábito assar uma receita de pão, chamada pão-de-cristo. A receita recebia esse nome devido à passagem bíblica - e prometo também não entrar na ceara religiosa - da multiplicação dos pães. O segredo baseia-se num ritual colaborativo onde o principal ingrediente para o preparo é um fermento natural que deve ser passado de pessoa para pessoa. Antes de iniciar o preparo, adiciona-se água, farinha, açúcar e sal ao fermento recebido de alguém. Após 3 dias, a porção de fermento, que foi aumentada, é divida em três partes - uma deverá ser usada na receita do pão, outra deverá ser guardada em casa e a terceira deve ser dada a alguém, para que o segredo do pão se multiplique.

Ao ler o estudo de caso de Ikujiro Nonaka (The Knowledge Creating Company) sobre a máquina de fazer pães, consegui associar alguns princípios do que acontecia em minha família com a experiência reportada por ele em seu artigo. Seu estudo de caso baseia-se na japonesa Matsushita Electric Industrial, especialista em eletrodomésticos que resolveu criar uma máquina de pães, mas que em sua primeira fase de desenvolvimento, obteve dificuldades devido à falta de experiência dos engenheiros na técnica de fabricação de pães. O produto só pôde ser concebido após a participação de um experiente padeiro que demonstrou aos engenheiros que o segredo da fabricação dos pães estava na técnica de amasso dos mesmos. Essa colaboração foi fundamental para atender aos objetivos da empresa, orientados à geração de conhecimento, que permitiram à Matsushita criar sua inovadora máquina de pães.

Einstein estabelece que há proporcionalidade entre energia e massa. Associar mais esse princípio a realidade corporativa é fundamental para calcular a potencialidade das nossas empresas e de sua inércia. Para aumentar a energia competitiva das corporações é necessário potencializar sua relação massa-energia e Einstein prova que enquanto um objeto está em movimento, sua massa-energia é maior do que em repouso. É provável que o combustível para acelerar essa reação esteja dentro das próprias empresas ou em seus steakholders, porém, esse potencial está sendo desperdiçado.

O efeito da colaboração na geração de conhecimento não é uma promessa, tampouco uma simples tendência. É uma realidade que está em nossas vidas há certo tempo. Existirão aqueles que dirão que esse é mais um modismo e essa afirmação é questionável, porém é inquestionável que a utilização da colaboração de maneira estruturada pode se tornar um diferencial inovador e o objetivo de consumir esses benefícios exige ferramentas adequadas, como portais colaborativos ou ferramentas de gestão de conteúdo corporativos de TI, além de uma re-estruturação de processos e de cultura empresarial. É vital mudar nosso modelo mental de propriedade da informação.

A gestão do conhecimento é fundamental para a excelência operacional em qualquer tipo de negócio/indústria. Mais do que tecnologia para possibilitar a pesquisa e a classificação das informações, é necessário disseminar a idéia e o significado de gestão do conhecimento por toda a empresa, incentivando o compartilhamento de informações e a participação ativa de todos os colaboradores. Podemos apoiar a gestão do conhecimento sobre três pilares:

  • Informação: Possuir e manter sempre acessível o conhecimento a respeito de tudo o que sabemos sobre pessoas, habilidades, clientes, parceiros, concorrentes, fornecedores, mercados e regulações;
  • Método: Utilizar o conhecimento como ferramenta de trabalho, orientada à melhoria e inovação;
  • Participação: aplicar o conhecimento por meio de sistemas e processos e estimular o compartilhamento;

É curioso ver e comparar o efeito da aplicação da colaboração e da gestão do conhecimento em diversos contextos. Os primeiros pães feitos em casa utilizando a receita do pão-de-cristo, posteriormente a inserção dos ingredientes dentro de uma máquina e, o fato de que ambos têm a influência da colaboração na elaboração de uma fornada de pão. Esse é apenas um caso que demonstra que subestimar a capacidade das pessoas de colaborar é desperdiçar os principais potenciais humanos de comunicação e interação em sociedade.

Guilherme Kanagusku é especialista da Kaizen em gestão de conteúdo empresarial e gestão do conhecimento.


É notório que no mundo de TI temos notícias de vazamento de informações, ou mesmo o uso das mesmas para obter vantagens ilícitas. Casos como os notebooks furtados de um container da Petrobras podem refrescar nossa memória sobre casos famosos que recentemente apareceram na mídia. E, então, fica a pergunta: como proteger tanta informação?

A teoria de proteção de perímetro é a primeira que vem a nossa mente. Firewall, IDS, IPS, entre outros, aparecem como soluções para barrar hackers dos nossos Datacenters. “Manteremos os invasores do outro lado do muro!” gritaria um Gerente de TI mais exaltado. Mas, muitas vezes o inimigo está ao lado!

Uma pesquisa feita pelo Ponemon Research Institute, divulgada em março deste ano, entrevistou mil pessoas que perderam o emprego nos últimos 12 meses. Desse total, 59% admitiram ter roubado informações confidenciais da empresa, 79% levaram informações sem autorização e 82% declararam que seus ex-empregadores não realizaram nenhum tipo de auditoria em seus documentos, notebooks, etc, antes de serem demitidos.

Quanto maior é o conhecimento de como funciona uma organização, maior é, também, a facilidade de fraudar, roubar ou mesmo alterar informações que levem a algum tipo de prejuízo financeiro ou mesmo de imagem da empresa perante ao mercado.

Qual é  a confiança de um consumidor sobre uma empresa que não protege seus dados? E seus fornecedores? Qual o tamanho do prejuízo de uma imagem de “empresa sem segurança” perante o mercado? É difícil mensurar os prejuízos, mas é fácil saber que não serão pequenos se eles acontecerem.

A implementação de políticas de segurança da informação passa, necessariamente, por soluções de DLP – Data Loss Prevention, ou “Prevenção Contra Perda de Dados”.

Classificar as informações é o primeiro passo e o mais importante deles. É preciso localizar, analisar, quantificar o nível de sensibilidade da informação (seu nível de confidenciabilidade). O próximo passo é definir regras de acordo com as políticas de segurança da informação da empresa, tais como:

- Se o arquivo tiver um determinado nível de segurança, quais usuários poderão copiar via USB/CD para fora do desktop/notebook?

- Um usuário pode copiar para seu desktop/notebook uma informação que está no servidor de arquivos da empresa?

- Que tipo de informações podem ser enviadas por e-mail, ou mesmo em arquivos anexo?

Após estes passos concluídos, o último estágio é monitorar a adequação dos usuários às políticas implementadas – fase permanente mesmo após a conclusão de um projeto de DLP, pois os processos de uma empresa mudam de acordo com suas necessidades de crescimento, estratégia e governança. E as políticas de segurança mudam junto com os processos.

As chaves do sucesso de um projeto DLP são:

- Apoio da alta cúpula da empresa - como em qualquer projeto de segurança da informação;

- Iniciar por nichos – primeiro alguns departamentos e expandi-los ao longo do tempo para toda empresa;

- Análise correta das informações e seu nível de sensibilidade;

- Flexibilidade da solução de DLP.

O último item trata da “des-burocratização” da segurança da informação no dia-a-dia de uma empresa. Exemplo: se um estagiário não pode enviar e-mail com uma planilha de orçamento, um diretor talvez possa. Mas se ele puder, é obrigatório que ele registre de forma transparente e rápida o motivo de enviar tal arquivo.

Isto evita a propagação de comentários como “o pessoal de segurança só serve para atrapalhar minhas atividades” ou “o departamento de Segurança da Informação só piora a minha produtividade” e tantos outros comentários (injustos) que os profissionais de segurança estão acostumados a ouvir.

 

Artigo escrito por Vitor Augusto Villafranca, gerente de Prática de Segurança da Kaizen.


TI verde e economia além do discurso

Posted by: Amauri Barros

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Não é de hoje que se fala sobre a necessidade das companhias e da sociedade criarem formas mais harmoniosas de relacionamento entre o avanço da tecnologia e o meio ambiente. A chamada TI verde, no entanto, ganhou ainda mais força e projeção a partir do segundo semestre de 2008, justamente quando teve início a crise econômica mundial. Institutos como o Gartner e o IDC apontaram a TI verde como uma das principais tendências no mundo tecnológico para 2009, sinalizando que ela deve continuar em voga nos próximos anos.

O motivo disso é muito simples: a TI verde, além de indicar um posicionamento politicamente correto, significa economizar recursos, cortar custos, o que em tempos de crise é questão de sobrevivência. Se antes os CIOs não se preocupavam com a conta de energia elétrica, com o descarte desnecessário de equipamentos no meio ambiente, com o espaço físico ocupado pelas máquinas ou com quanto a empresa gasta com refrigeração de ambiente, por exemplo, agora, no novo cenário, precisam estar bastante atentos a todos esses custos, buscando continuamente maneiras de reduzi-los.

A virtualização, capaz de potencializar a utilização de processamento dos servidores de rede, é uma tecnologia que se encaixa perfeitamente nesse contexto, tanto na onda da TI verde quanto em seu objetivo maior: a economia de recursos. Uma empresa de 500 funcionários atinge facilmente a marca de 50 servidores, e cada um desses equipamentos consomem recursos de administração, manutenção, energia, ar-condicionado entre outros. Num ambiente de virtualização, no entanto, o número de servidores de uma companhia do mesmo porte pode cair para um patamar de duas a quatro máquinas, uma vez que a tecnologia consolida e centraliza aplicações, tirando o máximo de aproveitamento dos recursos existentes nas máquinas físicas. Dessa forma, reduz-se a emissão de CO2 na atmosfera e economiza-se com aquisições futuras de hardware, refrigeração e energia elétrica. A forma de se fazer backup, algo sempre preocupante e muito custoso para TI, também é otimizada em um ambiente virtualizado.

Além do custo acessível e de todas essas vantagens citadas, há um ponto significativo que precisa ser considerado quando se fala em virtualização: confiabilidade. A tecnologia de virtualização para ambientes x86 existe há cerca de 10 anos e nesse tempo vem evoluindo continuamente, ganhando novas funcionalidades para aplicações maiores. Hoje já se nota no mercado que a aceitação aos servidores virtualizados vem crescendo inclusive para aplicações críticas, como as de ERP. O amadurecimento da tecnologia de virtualização dá garantia às empresas de que o nível de proteção é alto. Sem um ambiente de virtualização, a necessidade de se criar redundância para as aplicações críticas – buscando minimizar assim os riscos - é algo extremamente dispendioso, mostrando mais uma vez que a adoção da tecnologia impacta positivamente nos custos das empresas.

Esse panorama favorável à virtualização sinaliza que há um grande mercado a ser explorado entre as empresas brasileiras. As que ainda não adotaram a tecnologia tendem a aderir em um ritmo cada vez mais acelerado. Aquelas que já virtualizaram parte de suas aplicações caminham para ampliar a utilização da tecnologia inclusive para o que é considerado crítico, conforme dito anteriormente. Uma empresa com servidores 100% virtualizados é algo possível e concreto atualmente. Já se fala inclusive dos benefícios de se estender a virtualização aos desktops, ampliando a economia, reduzindo os custos com helpdesk e facilitando o processo de realização de backup dos computadores.

Nota-se, portanto, que a tecnologia de virtualização não é só um discurso pró-ecologia. Os benefícios são concretos e comprováveis. As empresas que aderem à virtualização buscam muito mais do que simplesmente levantar uma bandeira a favor do meio ambiente. O que elas procuram são formas de racionalizar seus gastos, o que acaba refletindo em ganhos para o meio ambiente. A saúde financeira das empresas agradece e a natureza também!

 

amauri 3Amauri Pereira Barros é Gerente de Prática de Infraestrutura da Kaizen


Da paralisia psicológica aos 100 metros rasos

Posted by: Andre Nadjarian

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Crise contida, os mercados tomando fôlego e um segundo semestre que começou mais parecendo uma corrida de 100 metros rasos, sem barreiras, com todos correndo na velocidade da retomada dos investimentos. Para aqueles que trabalham com TI, não é diferente, um verdadeiro “tsunami” de oportunidades de novos projetos traz de volta a esperança para os profissionais da área.

Mas não foi fácil chegar até aqui. Quando se é submetido a uma situação de forte estresse as pessoas normalmente reagem de três maneiras: ou enfrentam, ou fogem ou ficam paralisadas de medo. No auge da crise, aconteceu o que chamo de “paralisia psicológica” e, mesmo quem ainda não tinha sido afetado, já estava cortando investimentos, custos, demitindo pessoas... Os bancos ficaram cautelosos, pois havia uma percepção de risco grande com a saúde financeira de importantes empresas brasileiras, o crédito sumiu e o ritmo da indústria chegou a cair à quase 19%.

Houve demanda para TI? Sim, embora pequena se comparada ao ano anterior. As empresas buscaram investimentos, principalmente, em projetos com maior viés de redução de custos ou que fossem básicos e essenciais para tocar seus negócios. Daí a conseqüência em soluções de infra-estrutura de TI, que tiveram menor demanda neste período.

Por outro lado, a tentativa de aquecimento da economia pelo governo brasileiro foi muito válida. O incentivo de redução de impostos dado às empresas de produtos da linha branca e ao setor automobilístico, foi extremamente importante. Inclusive, projetos de TI alinhados a governo aconteceram com muita intensidade. Igualmente, comércio eletrônico para melhorar as vendas, sistemas de gestão e de melhoria de controles como business intelligence (BI) foram mais prioritários para ajudar os executivos a gerir melhor seus negócios.

Bem fizeram aqueles que souberam, e puderam, aproveitar o momento para arrumar a casa, fazer todos os ajustes necessários, treinar seus profissionais. Internamente, por exemplo, aproveitamos o momento para nos fortalecer e aperfeiçoar, profissionalizamos ainda mais toda a nossa área de controladoria e governança. Não paramos de investir um só momento, inclusive em novos negócios, e tivemos o privilégio de não precisar demitir. Posso dizer que estamos com uma equipe estruturada para atender à demanda, que é maior do que antes da crise e já retomamos as contratações.

Agora, o mercado está novamente aquecido e, minha percepção, é que tudo o que foi engavetado no primeiro semestre está sendo colocado em prática. Por isso, acredito que o velho ditado que diz que “depois da crise vem a bonança” é corretíssimo. Arrisco dizer que este período de dificuldade teve um saldo positivo para o mercado, que adquiriu maior maturidade. Nos fornecedores que procuraram novos diferenciais para competir na eficiência e nos benefícios que a TI pode proporcionar aos negócios, e nos clientes, que com os orçamentos reduzidos, foram mais criteriosos nas escolhas dos projetos e, entenderam que há mais ganhos quando se decide trabalhar com as empresas de TI que sabem a importância de ser um parceiro de negócios de longo prazo.

Se o país tomar as providências para evitar uma crise cambial que pode ser causada pela sobrevalorização do real, acredito que 2010 será um ano de crescimento acelerado e cheio de oportunidades para as empresas e profissionais que trabalham com TI. Em um Brasil com taxa de crescimento projetado acima dos 4%, com os casos de sucesso recentes na bolsa de valores, com a visibilidade que os eventos como a copa do mundo e as olimpíadas trouxeram e, com a imagem positiva do país pela forma como saiu da crise, só vejo cenários positivos para o próximo ano. Crise no ano que vem? Acho que nem que o Dunga perca a copa!!!

andre2André Nadjarian é Diretor Comercial e de Marketing da Kaizen


Virtualização para ambiente SAP: a hora é esta

Posted by: Marcelo Sales

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Hoje é muito comum os departamentos de TI das empresas gerenciarem até dez ou mais sistemas SAP produtivos, cada um com seus próprios servidores e storages, com o objetivo de atender aos ambientes de produção, recuperação de desastres, backup, qualidade, treinamento, desenvolvimento e sandbox. No entanto, esses ambientes estão cada vez mais federados, ou seja, compostos de várias soluções SAP (ERP, CRM, SCM, BI, dentre outros), e têm requerimentos cada vez mais rígidos em termos de performance, continuidade de negócios, backup e recuperação de dados.

Assim, os departamentos de TI, em especial os times responsáveis pela administração dos ambientes SAP, enfrentam desafios diários para manter seu ambiente operacional e atender aos acordos de nível de serviços (SLAs) definidos. Produtos em fase final do ciclo de suporte, necessidade de implantação de novas funcionalidades ou mesmo upgrade para versões mais recentes são requisitos que tornam esse desafio ainda maior.

Nesse cenário, é crescente a busca por novas formas de solucionar problemas de desempenho e capacidade, além da redução do tempo de indisponibilidade dos ambientes ao mínimo possível. Em resumo, as organizações estão buscando formas mais adequadas, eficientes e econômicas de gerenciar seus ambientes SAP no decorrer de seu ciclo de vida – implantação, migrações, consolidações, upgrades e manutenções recorrentes. 

Nesse sentido, a virtualização permite responder a esses desafios, otimizando e flexibilizando o ambiente de TI por meio da quebra do paradigma "uma aplicação em um servidor". Mas virtualizar ambientes tão críticos para o negócio como o SAP, não é muito arriscado?

Vamos aos fatos:

• Tecnologias de virtualização, como as da VMware, por exemplo, existem há mais de uma década;
• Hoje várias empresas ao redor do mundo fazem uso da virtualização para suportar sistemas produtivos;
• A adoção da virtualização começou tímida, por sistemas periféricos (servidores de arquivo, por exemplo) e hoje é utilizada nos sistemas “core” de grandes organizações;
• A plataforma VMware é suportada, pela própria SAP, para uso em ambientes produtivos desde 2007;
• É comum encontrar ambientes virtualizados com índice de disponibilidade na ordem 99,99%.

Mas quais são os benefícios? Vários. O uso da virtualização permite reduzir custos de TI e traz agilidade para atender às necessidades de negócio. A consolidação típica (relação servidores físicos/servidores virtuais) encontra-se na casa de 5 por 1, atingindo 10 por 1 em casos específicos. A utilização média de CPU pode saltar de meros 15% no ambiente físico para ótimos 70% no ambiente virtualizado. Claramente obtêm-se melhor retorno sobre o investimento em infraestrutura. A economia alcançada chega a atingir 40%.

Características como balanceamento dinâmico de carga (sem interrupção e reinicialização dos aplicativos SAP) e a facilidade de aumentar a capacidade computacional sob demanda trazem uma flexibilidade sem precedentes para ambientes SAP. E o cenário melhora quando levamos em conta as facilidades de garantia da continuidade dos negócios e a fácil recuperação de desastres que a virtualização proporciona.

Projetos de implantação e upgrades de sistemas SAP também são beneficiados pelo provisionamento rápido e seguro de ambientes para desenvolvimento, testes/homologação e treinamento. Existem registros de empresas que puderam realizar 100% mais ciclos de testes e que ainda assim tiveram redução na ordem de 30% na duração de upgrades e 20% no tempo de desenvolvimento/implantação.

Ainda cético? Bem, muitas empresas já vêm obtendo vantagens competitivas virtualizando seus ambientes SAP produtivos. Produção? Não. Prefiro não dar esse passo nesse momento. Ainda assim é possível tirar proveito da maturidade, confiabilidade e redução de custos que a virtualização traz. Lembre-se que cada ambiente SAP produtivo é suportado por vários ambientes acessórios: sandbox, desenvolvimento, qualidade, treinamento, solution manager. Por que não virtualizá-los? Essa é uma boa forma de ganhar experiência com a tecnologia. Mas pode estar certo: não demorará muito e seu ambiente SAP (produtivo) rodará em uma plataforma virtualizada. E isso acontecerá mais rápido do que você imagina.

marcelo_salesMarcelo Sales é gerente da prática soluções SAP da Kaizen e possui mais de 15 anos de experiência no mercado de aplicações corporativas.


Apresentação Blog CIO - outlook

Posted by: admin

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Sejam todos bem vindos ao CIO Outlook – Perspectivas em Tecnologia da Informação, o novo BLOG da Kaizen.


Criado para oferecer conteúdo e informação relevantes sobre o mercado de TI e soluções que fazem parte do portfolio e expertise da Kaizen, o Blog CIO Outlook terá também artigos sobre Tecnologia da Informação e Negócios.  Um excelente canal de comunicação para nossos profissionais e você leitor! O Blog trará, semanalmente, artigos escritos por especialistas da Kaizen, com informações sobre tecnologias, soluções e outros destaques do mercado de TI.


Há 15 anos no mercado, a Kaizen e um empresa de soluções completas em TI, com destaque às àreas de consultoria, Infra-estrutura, integração de sistemas, desenvolvimento de aplicações e outsourcing. Muito focada em serviços, a Kaizen tem um time de profissionais e especialista nas diversas tecnologias que atua, desde a infra-estrutura de TI como Armazenamento, BURA e Segurança, até desenvolvimento e soluções para negócio como ECM, BPM.

 

André Nadjarian

Diretor de Marketing e Vendas Kaizen


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